Tamborileiro

O leit-motiv surge através das palavras claras e transparentes de Louzã Henriques:


«Cantando acordam antigas e novas coisas que nos visitam nas contradições do presente. Explicam o milagre do choupo e do sabugueiro, do arame cantante sob os dedos calejados, as coisas do trabalho de cada dia, as da festa, do suor e do sangue, do esforço e da indigência. Cantam com alegria, como alegre e triste um povo se tenta decifrar ressurgindo dos abismos do seu passado.»



Da formação inicial apenas permaneceram Joaquim Caixeiro, Jorge Seabra, Né Ladeiras e Amílcar Cardoso, tendo entrado para a Brigada, Ananda Fernandes, Arnaldo de Carvalho, Manuel Rocha e Rui Curto. As versões apresentadas são provenientes de recolhas de Michel Giacometti, Lopes-Graça, João Maria Bacelos, GEFAC e Brigada Victor Jara, representando os Açores ("Rema", "S.Gonçalo" e "Charamba"), Trás-Os-Montes ("Se Fores ao S.João", "Ó Menino Ó", "Canção do Tamborileiro" e "Laço dos Ofícios"), Beira-Baixa e Beira Litoral ("Vira de Coimbra"). -

Mário Correia


TAMBORILEIRO

1979 - Novo Mundo

1996 - Farol (Reedição em CD)